terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal do Arcebispo de Évora
D. José Francisco Sanches Alves
MANIFESTOU-SE A BONDADE DE DEUS (Tit. 3,4)
A bondade é intrínseca à essência de Deus. Mas como a Deus ninguém jamais o viu, também não poderemos captar a Sua bondade a não ser que Ele no-la manifeste. E foi o que Ele fez. Para nos manifestar a Sua bondade, veio viver para o meio de nós. O Verbo de Deus encarnou no seio da Virgem Maria, fez-se homem para que os humanos pudessem captar a Sua bondade e a forma como Ele a colocou ao nosso alcance e ao nosso serviço.
O Evangelho diz-nos o que fez Deus para que nós pudéssemos captar a Sua bondade: desceu do céu à terra e assumiu a nossa humanidade; apresentou-se revestido de humildade; na sua relação privilegiou os mais carenciados de bens materiais, de saúde e de apoio moral; levou a sua bondade até ao extremo de entregar voluntariamente a própria vida pela salvação da humanidade pecadora.
A manifestação da bondade de Deus não tinha como finalidade única enriquecer a nossa informação, o nosso conhecimento. Ia muito mais além. Deus quis libertar-nos do pecado, elevar-nos até à divindade. Desceu do Céu à terra para que nós fôssemos elevados da terra ao Céu. E mostrou-nos o caminho a percorrer para chegar lá, dando-nos o exemplo de vida e acrescentado: como Eu fiz, fazei vós também (Jo 13,15).
Contemplando Jesus Cristo, imagem da substância de Deus, compreenderemos qual deva ser a nossa atitude de cristãos perante a vida e perante os outros, em todo o tempo e lugar, e, nomeadamente, no contexto actual de crise, que tem vindo a lançar tantos concidadãos e irmãos nossos no desemprego, na pobreza inesperada, no rebaixamento social e moral. Cresce, dia a dia, o número dos que se vêem obrigados a recorrer às instituições de solidariedade e a estender a mão à caridade de pessoas singulares. Aumenta o número dos que vivem isolados, gastos pela idade ou deteriorados pela doença. Há crianças e jovens que padecem graves carências alimentares e afectivas. Centenas de homens e mulheres fazem da rua a sua casa por não possuírem o abrigo de um tecto, onde se possam acolher e descansar.
De todas essas situações se elevam gritos silenciosos, dirigidos ao coração dos seus semelhantes mais afortunados, para que, movidos pela bondade aprendida em Jesus Cristo, venham em seu auxílio. Como as vozes dos que esperavam o Messias, as vozes dos pobres dos nossos dias chegam ao trono de Deus. E agora é a nossa vez de escutar os apelos de quem espera que a bondade de Deus se manifeste por nosso intermédio. Para isso, a exemplo de Cristo, revestidos de humildade e de bondade, devemos ir ao encontro dos que precisam, dispostos a partilhar o que temos e o que somos.
Não tapemos os ouvidos - ouçamos os gritos dos pobres. Não cerremos os olhos - vejamos o que se passa à nossa volta. Não fechemos o coração - deixemo-nos comover pela indigência dos abandonados, dos marginalizados e dos isolados. De braços estendidos e mãos abertas, partilhemos os bens materiais, os afectos e os dons espirituais com que fomos enriquecidos pela bondade de Deus, que se manifestou neste mundo, para a todos enriquecer com os seus bens.
Desejo a todos um Santo Natal de partilha, de bondade e de AMOR.
+José, Arcebispo de Évora
Eis a voz do meu amado! Ele aí vem, transpondo os montes, saltando sobre as colinas. O meu amado é semelhante a uma gazela ou ao filhinho da corça. Ei-lo detrás do nosso muro, a olhar pela janela, a espreitar através das grades. O meu amado ergue a voz e diz-me: «Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Já passou o inverno, já se foram e cessaram as chuvas. Desabrocharam as flores sobre a terra; chegou o tempo das canções e já se ouve nos nossos campos a voz da rola. Na figueira começam a brotar os primeiros figos e a vinha em flor exala o seu perfume. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Minha pomba, escondida nas fendas dos rochedos, ao abrigo das encostas escarpadas, mostra-me o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz. A tua voz é suave e o teu rosto é encantador».
(Cant 2, 8-14)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cronologia da Vida e Obra
de Santa Beatriz da Silva e Menezes
1437 - Nasceu, na Vila de Campo Maior, Beatriz da Silva e Menezes, filha de D. Rui Gomes da Silva e de Dona Isabel de Menezes. Foi a oitava de doze irmãos: Pedro, Fernando, Diogo, Afonso, João (Beato Amadeu da Silva, fundador do ramo franciscano dos frades Amadeus, hoje extinto), Branca, Guiomar, Beatriz, Maria, Leonor, Catarina e Mécia
1444 (aproximadamente) - deixou o lar paterno e foi para a corte portuguesa a fim de ser educada, nas tradições e costumes da corte, para nela servir. Nesta altura a corte estava instalada na cidade alentejana de Évora, mas passava longas temporadas em Alcáçovas, Vila Viçosa e outras povoações alentejanas
1447 - A quando do casamento de Dª Isabel, prima direita de D. Afonso V, rei de Portugal (filha do infante D. João, 10º mestre da Ordem militar de Santiago de Espada, um dos filhos mais novos do rei D. João I e da rainha Dª Filipa), com D. João II de Castela, Beatriz acompanhou a jovem rainha de Castela, para Tordesilhas
1451 - (
23 de Abril): nasce Isabel, “a Católica”, em Madrigal de las Altas Torres
1452 -
Nasce o Rei D. Fernando de Aragão
1453 - Por ciúmes é presa pela rainha Dª Isabel, num cofre no palácio de Tordesilhas, com o intuito de a matar, enquanto se encontre presa no cofre dá-se a aparição da Imaculada Conceição e faz voto de castidade. Liberta da prisão do Cofre consegue da rainha autorização da rainha para se retirar para um Mosteiro. Ingressa no Mosteiro de monjas Dominicanas de São Domingos “O Real” em Toledo, como “pisadera” (hospede), sem emitir votos religiosos, onde permanece por 30 anos
1457 - Seu irmão João, que entretanto mudara o nome para Amadeu, dá início à reforma franciscana, conhecida por Amadeitas, em Itália
1469 - Casamento da Reina Isabel “a católica” de Castela com D. Fernando de Aragão
1476 - Sixto IV introduz a festa da Imaculada Conceição no calendário romano, aprova oficialmente a festa e a missa que contém o privilégio mariano
1477 - (27 de Fevereiro): Constituição “Cum Praeexcelsa” de Sixto IV na qual aprova a missa e o Ofício da Conceição, com indulgência, composto por Leonardo de Nogarole, clérigo de Verona, notário do Papa
1482 - Morre em Milão Amadeu de Silva e Meneses, irmão de Santa Beatriz
1484 - Instalação de Beatriz e das suas companheiras em Santa Fé (Palácios de Galiana), Toledo 1484/1489 - (12 de Agosto de 1484): morre Sixto IV, com quem parece se tinham começado os trâmites da fundação Eleição do Papa Inocêncio VIII para sucessor de São Pedro. Redacção das súplicas para enviar a Roma?
5 de Fevereiro de 1489: Primeiras súplicas de Beatriz chegadas a Roma
21 de Fevereiro de 1489: Segundas súplicas ou Reformatio da Rainha, chegadas a Roma
30 de Abril de 1489: Terceiras súplicas ou Reformatio solicitada por Beatriz de Silva
30 de Abril de 1489: Bula «Inter Universa», de Inocêncio VIII, para Santa Fé
1491/1492 - (16 de Fevereiro de 1491): Beatriz entrega a Bula a D. Velasco Romero para a sua "execução", dando-a por verdadeira e autêntica; entra em vigor a Bula “Inter Universa” (de 30 de Abril 1489)
2 de Agosto de 1491: Procissão da Bula desde a catedral até Santa Fé
7 de Agosto de 1491: visão que teve Stª Beatriz, da Virgem e anuncio de que morreria em 10 dias
17 de Agosto de 1491: Profissão “in articulis mortis” e morte de Beatriz
25 de Agosto de 1491: "oito dias depois", profissão das companheiras de Santa Beatriz e primeiras monjas Concepcionistas
1509
- Agosto: Breve pontifício que concede o Papa para que os restos de Santa Beatriz que se encontravam no Mosteiro Dominicano da Madre de Deus de Toledo, solicitado pela abadessa Catarina Calderón, a vigária Joana de São Miguel, e as monjas, sejam devolvidos ao Mosteiro Concepcionista de Toledo
27 de Outubro: vésperas de São Simão e São Judas: devolução dos restos mortais de Santa Beatriz, pelas Dominicanas da Madre de Deus, às Concepcionistas de Toledo
1511 - 17 de Setembro: Bula «Ad Statum Prosperum», de Júlio II atribuindo Regra própria às monjas da Conceição Bem-aventurada da Virgem Maria
1512
- 13 de Agosto: entra em vigor a Bula «Ad Statum Prosperum» de 17 de Setembro de 1511
1526
- Iª vida de Santa Beatriz. Biógrafo anónimo de Toledo
1636/1638: Instauração do processo informativo da Vida, Virtudes e Milagres de Beatriz da Silva e Menezes
1926 - Beatificação de Beatriz de Silva por confirmação de Culto Imemorial
1927 - 18 de Maio: atribuição de Ofício e Missa próprio à Beata Beatriz da Silvas
1976 - 3 Outubro: Paulo VI, canoniza Beatriz de Silva e Menezes
2010 - 12 de Outubro: a «Congregatio de Cultu Divino et Disciplina Sacramentorum»envia Carta a Sua Excia. Revma. o Sr. D. José Francisco Sanches Alves, Arcebispo Metropolitano de Évora, respondendo positivamente ao pedido do próprio prelado e das Monjas Concepcionistas do Mosteiro de Campo Maior, para que se procedesse no Livros e documentos Litúrgico à correcção do local do nascimento de Santa Beatriz da Silva que é Campo Maior.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Caros irmãos e irmãs!
Hoje o nosso apontamento para a oração do Angelus adquire uma luz especial, no contexto da Solenidade da Imaculada Conceição de Maria. Na Liturgia desta festa é proclamado o Evangelho da Anunciação (Lc 1, 26-38), que contém o diálogo entre o anjo Gabriel e a Virgem. “Alegra-te, cheia de graça: o Senhor é contigo” – diz o mensageiro de Deus, e deste modo revela a identidade mais profunda de Maria, o "nome" por assim dizer, com que o próprio Deus a conhece: "cheia de graça". Esta expressão, que nos é tão familiar desde a infância porque a pronunciamos cada vez que recitamos a "Avé Maria", oferece-nos a explicação do mistério que hoje celebramos. Na verdade Maria, desde o momento em que foi concebida pelos seus pais, foi objecto de uma singular predilecção da parte de Deus, o qual, no Seu desígnio eterno, a predestinou para ser a mãe do Seu Filho feito homem e, em consequência, preservada do pecado original. Por isso o Anjo dirige-se a ela com este nome, que implicitamente significa: "desde sempre cheia do amor de Deus", da sua graça.
O mistério da Imaculada Conceição é fonte de luz interior, de esperança e de conforto. No meio das provas da vida e especialmente das contradições que o homem experimenta dentro de si e à sua volta, Maria, Mãe de Cristo, diz-nos que a Graça é maior que o pecado, que a misericórdia de Deus é mais poderosa que o mal e sabe transforma-lo em bem. Infelizmente diariamente fazemos a experiência do mal, que se manifesta de muitas formas nas relações e nos acontecimentos, que tem a sua raiz no coração do Homem, um coração ferido, doente, e incapaz de se curar sozinho. A Sagrada Escritura revela-nos que na origem de todo o mal está a desobediência à Vontade de Deus, e que a morte tomou o domínio porque a liberdade humana cedeu à tentação do Maligno. Mas Deus não desiste do seu desígnio de amor e de vida: através de um longo e paciente caminho de reconciliação preparou para a aliança nova e eterna, firmada no sangue do seu Filho, que para oferecer-se a si mesmo em expiação "nasceu de uma mulher" (Gl 4, 4). Esta mulher, a Virgem Maria, beneficiou antecipadamente da morte redentora do seu Filho e desde a Concepção foi preservada do contágio da culpa. Por isso, com o seu Coração Imaculado, Ela nos diz: confiai-vos a Jesus, Ele vos salva.
(...)
Bento XVI, Angelus "Praça de São Pedro", 8 de Dezembro de 2010
(tradução do Italiano ao Português da responsabilidade do autor deste blog)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Entrevista a Madre Maria Teresa dos Anjos, Abadessa do Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior.
Apesar dos cinco séculos de história,
esta forma de vida mantém-se
jovem, vigorosa e fecunda”

A Ordem da Imaculada Conceição comemora em 2011 os 500 anos de aprovação da sua Regra. A Ordem, fundada por Santa Beatriz da Silva, foi aprovada pelo papa Júlio II, por meio da bula Ad statum Prosperum, de 17 de Setembro de 1511. Actualmente, a Ordem conta com 148 Mosteiros. A maioria deles, 74, encontra-se em Espanha; dois em Portugal, dois na Índia e um na Bélgica. Os restantes distribuem-se por diversos países da América latina. Em plena Solenidade da Imaculada Conceição entrevistámos a Abadessa do Mosteiro de Campo Maior, Madre Maria Teresa dos Anjos que nos manifestou a alegria que representa para a Ordem esta data data jubilar. “São cinco séculos cheios de história, de generosidade, de oração perene, de sentir o Divino e o humano nas mãos para entregá-lo ao Senhor e para dá-lo aos homens, nossos irmãos”, confessa.
“a defesa” - Já entrámos no ano jubilar que comemora os 500 anos de aprovação da Regra da Ordem da Imaculada Conceição (1.9.2011). O que representa para a Comunidade Concepcionista de Campo Maior celebrar esta data?
Madre Maria Teresa dos Anjos - Esta data representa para a Comunidade uma exclamação jubilosa de acção de graças ao Altíssimo pelo carisma concedido à Igreja, inspirado e plantado, pelo Espírito Santo, no coração de Santa Beatriz. Cantamos com Maria o “Magníficat” pela fidelidade de uma multidão de monjas que, ao longo de cinco séculos, mantiveram viva esta forma de vida. São cinco séculos cheios de história, de generosidade, de oração perene, de sentir o Divino e o humano nas mãos para entregá-lo ao Senhor e para dá-lo aos homens, nossos irmãos. Neste percurso de 500 anos, este caminho de radicalidade evangélica, produziu muitos frutos de santidade, são várias as monjas Concepcionistas a caminho dos altares: mártires, místicas, silenciosas, apagadas, humildes, seguindo no seu recolhimento os passos dos nossos dois fortes pilares: Cristo Redentor e a Mãe Santíssima, na sua Imaculada Conceição. Apesar dos cinco séculos de história, esta forma de vida mantém-se jovem, vigorosa e fecunda, com recentes fundações de novos mosteiros na Índia e em vários países da América Latina.
“a defesa” - Que eventos estão já previstos para celebrar a data?
M.T.A. - O programa definitivo será lançado brevemente, podemos vê-lo no site http://www.oic500anos.com. Sabemos que haverá um Congresso Internacional celebrativo nos dias 14, 15, e 16 de Outubro, próximo, em Fátima. Não podemos concretizar mais, ainda que prevendo algum evento especial, em Évora e em Campo Maior, como terra natal da nossa Santa.
“a defesa” - Recentemente, o Vaticano confirmou que o nascimento de Santa Beatriz da Silva foi em Campo Maior. Como receberam esta notícia?
M.T.A. - Com muita alegria, foi uma grande surpresa para toda a comunidade, quando recebemos o documento através do Senhor Arcebispo.
Agradecemos de todo o coração o seu grande interesse, empenho e dedicação que sente, e manifesta de tantas formas, por esta insigne alentejana filha da Arquidiocese Eborense e pela nossa comunidade. Foi um dia de acção de graças que começou logo de manhãzinha, no Louvor Matutino e se prolongou ao longo de todo o dia das mais variadas formas.
Foi um dia de festa, de muita festa. Um sonho que há muito tempo ansiávamos conseguir. A verdade é que pressentíamos que chegaria o dia em que tudo se esclareceria. As suas primeiras companheiras deixaram-nos bem claro que “O que se sabe é que esta senhora nasceu em Campo Maior”. Ninguém melhor que a suas filhas e companheiras da primeira hora nos podiam dar a certeza do lugar do seu nascimento.
É significativo, pensar, como no ano de 1942, um grupo de dez Irmãs espanholas, deixam a sua pátria, o sossego do seu Mosteiro, e seguem a estrela luminosa de Beatriz que as conduz até ao lugar do seu nascimento. Um outro episódio significativo é o pedido que Santa Beatriz faz a uma simples senhora que vivia na casa de Santa Beatriz (assim denominada pelo povo), de que comunicasse ao Pároco, que fosse a Toledo, conhecesse a Ordem da Imaculada Conceição, fizessem uma imagem, e lhe dessem culto. Isto foi cumprido até os nossos dias. Santa Beatriz vela pela sua pátria e pela sua terra. Ela é nossa!
“a defesa” - Actualmente, como é composta a Comunidade Concepcionista de Campo Maior?
M.T.A. - Neste momento a Comunidade é composta por 14 Irmãs entre os 25 e 82 anos, vindas dos vários pontos do país e da vizinha Espanha. Todas nos esforçamos, procurando formar um só corpo e uma só alma, ainda que também como humanas, sintamos as debilidades de todo o ser terreno.
“a defesa” - Nos últimos anos a Comunidade de Campo Maior sofreu uma revitalização com a entrada de várias jovens. É uma Comunidade com futuro?
M.T.A. - Sim. Pela graça do Altíssimo, a Comunidade nestes últimos anos, está a aumentar com novas vocações. Temos um grupo de cinco jovens entre os 25 e 33 anos. Podemos dizer que são jovens muito entregadas pela causa do Reino, deixaram tudo quanto possuíam para possuir “o Todo”, e a partir deste ocultamento silencioso, entregar ao Senhor as suas vidas, as canseiras, sofrimentos, e angústias de toda a humanidade.
Como filhas de Santa Beatriz, sentimo-nos chamadas a saciar a sede que Deus tem do amor da Humanidade, do “nosso” amor, por isso Lhe votamos um amor generoso, voluntário, gozoso, exclusivo e total. Um amor por Deus que é total e radical, porque envolve o corpo, a carne, a inteligência, os afectos… em suma, uma vida que grita: “ para mim, viver é Cristo” (Fl 2, 21).
Pergunta-me se somos uma Comunidade com futuro. Bem, partimos de que o futuro está nas mãos de Deus, mas olhando neste momento para o nosso Mosteiro vê-se uma Comunidade viva, cheia de entusiasmo, de iniciativa, alegria, com desejos de transformar o mundo num oásis de paz e amor cristão.
“a defesa” - Em plena Novena e Solenidade da Imaculada Conceição, que mensagem gostaria de deixar aos cristãos da Arquidiocese de Évora?
M.T.A. - Aos cristãos da nossa Arquidiocese diria que temos uma grande graça e também uma grande responsabilidade. Por um lado, é uma bênção toda a devoção a Nossa Senhora da Conceição, que se bebe na Arquidiocese, com origem no Santuário de Vila Viçosa, que desde há muitos séculos alimenta o amor dos portugueses por Maria. Mas também é uma “gostosa” responsabilidade, pelo que só podemos ser agradecidos e temos que honrar com as nossas vidas o mistério da Virgem Imaculada.
Para quem quer seguir verdadeiramente Cristo hoje, Maria Imaculada aparece como uma luz no meio do caminho, um sinal de que é possível as maravilhas de Deus na vida de cada homem e mulher, se tivermos o coração aberto e disponível como ela. A Solenidade da Imaculada Conceição, no início do Advento, é uma chamada a prepararmo-nos para acolher Jesus como Senhor das nossas vidas.
Termino com a palavra de uma filha de Santa Beatriz, a Serva de Deus Madre Maria dos Anjos Sorazu: “Deus favorece algumas almas inspirando-lhes uma devoção singular, entusiasta e centrada na Santíssima Virgem. Estas almas, impulsionadas pela graça, consagram-se inteiramente à Senhora e identificam-se com ela mediante a prática da vida mariana, que consiste em inspirar-se para tudo na Virgem e fazer tudo em união com Ela. Deus revela à alma mariana a excelência da Virgem, os seus privilégios e as suas virtudes, com maravilhosa claridade e divinos efeitos. A alma sente-se chamada a copiar em si as virtudes da Senhora, os seus sentimentos e aspirações, tudo o que se vê e se sabe d’Ela. Aprende na Virgem a amar a virtude sobre todas as coisas e a aborrecer-se até com as imperfeições mais leves. Numa palavra, aprende a amar tudo o que é bom e adquire energias para o praticar.”
A Cela
“Leve-me para a sala do banquete,
e se erga diante de mim
a sua bandeira de amor.”
(Ct 2, 4)

Para os Monges que procuramos a Deus, é fundamental a vida fraterna, contudo devemos procurar momentos de vida solitária, pois somos chamados à santa solidão do Deserto. O espaço e o momento privilegiado para a realização do chamamento à solidão do Deserto é a Cela. O vida do Monge deve procurar o equilíbrio entre a vida fraterna e a vida solitária. A Cela é um lugar santo em que o Senhor se faz encontradisso, mantém diálogos secretos com a alma. A Cela é aquela «sala do banquete» (Ct 2, 4) onde o Amado introduz a sua amada para embriagá-la com a sua presença e os seus dons. Na Cela, Deus dá audiência à alma solitária.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

madre Maria Teresa dos Anjos oic
abadessa do Mosteiro Concepcionista de Campo Maior
entrevistada pelo Semanário Arquidiocesano "A DEFESA"

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior
Monjas que constituem a actual comunidade
foto tirada a 30 de Novembro de 2010

em cima:
sor Coração de Maria, sor Isabel da Santíssima Trindade
(mestra de noviças), sor Inês da Cruz
em baixo:
sor Teresinha, sor Leonor, sor Magda da Cruz, sor Maria Imaculada, sor Maria Manuel, madre Maria dos Anjos
(abadessa), sor Maria Helena de Jesus (noviça), sor Maria, sor Inês da Santíssima Trindade, sor Ana Rita, (à frente de sor Inês da Ss Trindade) sor Maria do Espírito Santo
É verdade que não se pode pensar numa Concepcionista
sem volver os olhos e o pensamento para Maria Imaculada?
Sim, queridas irmãs,
como monjas a nossa vocação é a procura de Deus
e o Seu encontro,
como Concepcionistas é consegui-lo
imitando as virtudes de Maria,
a sua santidade e o seu amor.
Serva de Deus
madre Mercedes de Jesus oic

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SOLEMNIDAD DE LA INMACULADA CONCEPCION 2010
Hna. María de la Cruz Alonso Paniagua
Coordinadora
A TODAS LAS HERMANAS
DE LA CONFEDERACIÓN SANTA BEATRIZ DE SILVA

DE LA ORDEN DE LA INMACULADA CONCEPCIÓN
Acercándonos a la fiesta de nuestra Madre Inmaculada, quiero de alguna forma estar cerca de vosotras para alabar, bendecir y honrar a nuestra Madre del Cielo. Los hijos se reúnen para preparar el cumpleaños de su madre, hacerle un obsequio y agasajarla con lo mejor que tienen. Nosotras no podemos hacer menos, tenemos que cultivar en nuestra forma de pensar y en nuestra forma de vivir todo lo que favorezca la unión entre nosotras, ceder en favor de las demás todo lo que nos pertenece, especialmente nuestra persona con los bienes que el Señor nos ha dado pues todo se nos dio para el bien común y es lo que agrada a nuestra Madre.
María está libre de pecado porque está llena de gracia, en ella todo es plenitud, no hay cabida para la imperfección. Ella es la disponible a los planes de Dios sobre su persona y sobre el mundo, pero lo vive desde la fe, crece en la fe y se alimenta de la fe, como cualquier cristiano, como cualquiera concepcionista. Las hermanas concepcionistas vamos a la zaga de María, siguiendo sus pasos, adentrándonos en la espesura de los planes del Hijo. Nuestra misión es estar a la escucha, intuir, contemplar el vacío, la ausencia de palabras, el no entender, el no comprender, pero con la seguridad de la PRESENCIA misteriosa y amorosa de Dios que nos hace vivir con una esperanza cierta. En el camino, descubrimos y sentimos a la vez, la presencia de la Madre que nos conduce a su Hijo y nos hace abrir nuestro corazón a lo que él quiera.
Nos acercamos a la fiesta de la Mujer vestida de sol, aquella que según la Regla en el capítulo 7, debemos llevar entronizada en nuestros corazones. La consecuencia es que nuestro corazón está llamado a estar cada vez más lleno de gracia y ausente de pecado, está llamado a ser dócil y moldeable a la voz y al querer del Espíritu, está llamado a ser sensible, a estar enraizado en nuestra tierra, en nuestro mundo, a vivir los gozos y las tristezas y esperanza de nuestros hermanos los hombres, pero a estar vuelto hacia el reino futuro, a no tener ciudad permanente que nos ate y nos detenga, a ser plenamente de esta tierra pero a descansar el corazón en la Ciudad futura. Hermanas estamos en pleno año jubilar, sobre todo hemos de cuidar las raíces, que estén sanas y fuertes para dar vigor a nuestra madre la Iglesia. A Ella tenemos que agradecerle ser cobijadas en su seno.
En estos días hemos recibido dos Decretos concedidos por la Santa Sede, uno concediéndonos la Indulgencia Plenaria para el año del V Centenario y otro la confirmación de que Santa Beatriz nació en Campo Maior (Portugal). Demos gracias a Dios por todo, ya que en especial esto último ha causado un poco de desconcierto y desorientación en los autores de las biografías de Santa Beatriz y nosotras mismas no sabíamos con seguridad su lugar de nacimiento.
Comprobamos que nuestra Orden va poco a poco creciendo en cohesión, unión y comunión entre todos sus miembros. Estamos llamadas a tomar cada día más conciencia de la pertenencia a la misma. La Orden ha de estar en primer plano en nuestro afecto e interés, preocuparnos y trabajar por ella como hijas de Santa Beatriz y hermanas unas de otras.
Quisiera animaros a fortalecer la vida espiritual, a dar mas cabida en nuestro tiempo a la contemplación, que sea éste el primer valor a cultivar, lo más importante para nuestra calidad de vida evangélica. A medida que vamos quemando etapas de la vida nos vamos acercando a Jerusalén, dejando atrás mucho afán y preocupación. Es preciso despojarse de todo ello, ir dejando cosas que siempre hemos hecho pero que llega el momento de soltar, antes que las cosas nos suelten a nosotras y así, más liberadas, dedicarnos a lo esencial. Hemos de fortalecer nuestra Orden con la entrega de la vida hasta el final.
Algunas de nuestras comunidades se van debilitando en personal, en otros lugares se van fortaleciendo con nuevas vocaciones. Estas jóvenes han de recibir por nuestra parte la herencia de una vida gastada y vivida en plenitud. Pasad con alegría y generosidad a la nueva generación la antorcha de Santa Beatriz.
Os deseo que este V Centenario que estamos celebrando, nos acerque a todas un poquito más a Jesucristo y a su bendita Madre y así, entre nosotras, continúe la corriente de unión y comunión fraterna a la cual estamos llamadas.
Feliz novena y feliz día de la Inmaculada.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A LA ATENCIÓN DE LAS HERMANAS
DE LA FEDERACIÓN BÉTICA
SANTA MARÍA DE GUADALUPE,
DE LA ORDEN DE LA INMACULADA CONCEPCIÓN.
Mis queridas hermanas: Paz y bien en el Señor y en su Madre Inmaculada.
Supone un verdadero gozo aprovechar la ocasión que nos ofrece la solemnidad de la Inmaculada para acrecentar nuestra mutua comunión y, por mi parte, animar dentro de mis posibilidades, vuestra forma de vida y vocación según la Madre del Señor, Limpia y sin Mancha. Además, este año jubilar en torno a la Bula Ad Statum Prosperum, nos permite mirar con gratitud el pasado por estos 500 años y venerar este bendito texto por ser la Carta Magna de las hermanas concepcionistas presentes y futuras.
La Inmaculada en Adviento.
Adviento y la celebración de la Inmaculada nos abren a la novedad y a la esperanza. Es un tiempo muy a propósito para aceptar el mensaje del Señor, acogerlo en su sorprendente novedad y ponernos en marcha a la luz de su Palabra, la cual celebraremos más adelante “hecha carne”.
Hemos de tener mucho cuidado y estar muy atentos a los mensajes que recibimos. En una sociedad saturada de comunicaciones de toda índole, un mundo sobre el que sólo parecen predominar las leyes económicas y las múltiples caras de la crisis, y también la estación de invierno en que parece estar sumida la vida consagrada al menos en Europa, nos pudieran sugerir que es mejor replegarnos en la trinchera por miedo o simplemente porque no tenemos ya esperanza. Precisamente cuando los signos que nos rodean no nos invitan a vivir la alegría y la esperanza es cuando hemos de estar más vigilantes para escuchar el mensaje de Dios. Como lo hicieron los profetas, como lo hizo María en su juventud nazarena, como lo hicieron un día Francisco o Clara o Beatriz… en sintonía con el rumor de Dios que dio paso a encarnar su voluntad en este mundo.
Adviento y la Inmaculada nos invitan insistentemente a escuchar y acoger la Palabra. Sólo así podremos reconocerla “hecha carne”. La reciente publicación de la Exhortación Apostólica de Benedicto XVI en torno a la Palabra del Señor, nos recuerda que "el objetivo fundamental de la XII Asamblea era «renovar la fe de la Iglesia en la Palabra de Dios»; por eso es necesario mirar allí donde la reciprocidad entre Palabra de Dios y fe se ha cumplido plenamente, o sea, en María Virgen, «que con su sí a la Palabra de la Alianza y a su misión, cumple perfectamente la vocación divina de la humanidad». La realidad humana, creada por medio del Verbo, encuentra su figura perfecta precisamente en la fe obediente de María. Ella, desde la Anunciación hasta Pentecostés, se nos presenta como mujer enteramente disponible a la voluntad de Dios. Es la Inmaculada Concepción, la «llena de gracia» por Dios (cf. Lc 1,28), incondicionalmente dócil a la Palabra divina (cf. Lc 1,38). Su fe obediente plasma cada instante de su existencia según la iniciativa de Dios. Virgen a la escucha, vive en plena sintonía con la Palabra divina; conserva en su corazón los acontecimientos de su Hijo, componiéndolos como en un único mosaico (cf. Lc 2,19.51). Hemos de descubrir -insiste el Papa- el vínculo entre María de Nazaret y la escucha creyente de la Palabra divina… no se puede pensar en la encarnación del Verbo sin tener en cuenta la libertad de esta joven mujer, que con su consentimiento coopera de modo decisivo a la entrada del Eterno en el tiempo. Ella es la figura de la Iglesia a la escucha de la Palabra de Dios, que en ella se hace carne. María es también símbolo de la apertura a Dios y a los demás; escucha activa, que interioriza, asimila, y en la que la Palabra se convierte en forma de vida” (Benedicto XVI, Verbum Domini, 27).
La mujer dócil a la Palabra sin condiciones.
Rememoramos con orgullo que María se mantuvo incondicionalmente dócil a la inspiración y a la Palabra del Señor. Pero en María esta incondicionalidad es ya respuesta. Es respuesta a Aquél que es incondicional en su Amor y en ofrecer a la humanidad un diálogo que abre el puente y la puerta de la Salvación y Redención.
A este propósito, el Papa insiste en la “exigencia de un acercamiento orante al texto sagrado como factor fundamental de la vida espiritual de todo creyente, en los diferentes ministerios y estados de vida, con particular referencia a la lectio divina... Aunque se ha de evitar el riesgo de un acercamiento individualista, teniendo presente que la Palabra de Dios se nos da precisamente para construir comunión, para unirnos en la Verdad en nuestro camino hacia Dios. Es una Palabra que se dirige personalmente a cada uno, pero también es una Palabra que construye comunidad, que construye la Iglesia. Por tanto, hemos de acercarnos al texto sagrado en la comunión eclesial. En efecto, «es muy importante la lectura comunitaria, porque el sujeto vivo de la Sagrada Escritura es el Pueblo de Dios, es la Iglesia... La Escritura no pertenece al pasado, dado que su sujeto, el Pueblo de Dios inspirado por Dios mismo, es siempre el mismo. Así pues, se trata siempre de una Palabra viva en el sujeto vivo. Por eso, es importante leer la Sagrada Escritura y escuchar la Sagrada Escritura en la comunión de la Iglesia, es decir, con todos los grandes testigos de esta Palabra, desde los primeros Padres hasta los santos de hoy, hasta el Magisterio de hoy»…Encontramos sintetizadas y resumidas estas fases de manera sublime en la figura de la Madre de Dios. Modelo para todos los fieles de acogida dócil de la divina Palabra, Ella «conservaba todas estas cosas, meditándolas en su corazón» (Lc 2,19; cf. 2, 51). Sabía encontrar el lazo profundo que une en el gran designio de Dios acontecimientos, acciones y detalles aparentemente desunidos (Cf. Benedicto XVI, Verbum Domini 86-87).
María en la vida monástica
El origen de toda vida consagrada y monástica «nace de la escucha de la Palabra de Dios y acoge el Evangelio como su norma de vida». En este sentido, el vivir siguiendo a Cristo casto, pobre y obediente, se convierte «en “exegesis” viva de la Palabra de Dios». El Espíritu Santo, en virtud del cual se ha escrito la Biblia, es el mismo que «ha iluminado con luz nueva la Palabra de Dios a los fundadores y fundadoras. De ella ha brotado cada carisma y de ella quiere ser expresión cada regla», dando origen a itinerarios de vida cristiana marcados por la radicalidad evangélica… La gran tradición monástica ha tenido siempre como elemento constitutivo de su propia espiritualidad la meditación de la Sagrada Escritura, particularmente en la modalidad de la lectio divina. También hoy, las formas antiguas y nuevas de especial consagración están llamadas a ser verdaderas escuelas de vida espiritual, en las que se leen las Escrituras según el Espíritu Santo en la Iglesia, de manera que todo el Pueblo de Dios pueda beneficiarse… Nunca debe faltar en las comunidades de vida consagrada una formación sólida para la lectura creyente de la Biblia.
En la Iglesia hay gratitud e interés por las formas de vida contemplativa, que por su carisma específico dedican mucho tiempo de la jornada a imitar a la Madre de Dios, que meditaba asiduamente las palabras y los hechos de su Hijo (cf. Lc 2,19.51), así como a María de Betania que, a los pies del Señor, escuchaba su palabra (cf. Lc 10,38). Particularmente las monjas y los monjes de clausura, con su separación del mundo se encuentran más íntimamente unidos a Cristo, corazón del mundo. La Iglesia tiene necesidad más que nunca del testimonio de quien se compromete a «no anteponer nada al amor de Cristo». El mundo de hoy está con frecuencia demasiado preocupado por las actividades exteriores, en las que corre el riesgo de perderse. Los contemplativos y las contemplativas, con su vida de oración, escucha y meditación de la Palabra de Dios, nos recuerdan que no sólo de pan vive el hombre, sino de toda palabra que sale de la boca de Dios (cf. Mt 4,4). Por tanto, todos hemos de tener muy presente que una forma de vida como ésta «indica al mundo de hoy lo más importante, más aún, en definitiva, lo único decisivo: existe una razón última por la que vale la pena vivir, es decir, Dios y su amor inescrutable» (Cf. Benedicto XVI, Verbum Domini 83).
V Centenario de la Regla
Nadie duda que la columna que vertebra el carisma de Beatriz y la Regla de esta Orden es el misterio de María Inmaculada. Carisma y misterio que ha convocado y nutrido a cinco siglos de generaciones de hermanas que en soledad, silencio, vida fraterna, austeridad, trabajos, y vida orante y escondida, ha llegado hasta hoy a través de este venerado texto como Carta Magna de las monjas de la Concepción.
Profesar esta Regla y Forma de Vida no solo es don del Dios Altísimo, sino gesto de oblación personal a Jesucristo el Redentor según las actitudes de su Madre Inmaculada. Esta vocación nacida en el corazón de Santa Beatriz ha sido y es en la Iglesia ese divino camino que se adentra en el misterio del Dios escondido, que se vive en esta Forma de vida escondida y que se presenta ante el mundo como tesoro escondido. Hoy, esta vida monástica, escondida y mariana, debe renovar su vigor a la sombra de la Virgen Inmaculada, con docilidad a las inspiraciones del Espíritu y con generosidad en respuesta a los signos cambiantes del tiempo. Esta vocación, diseñada en la Regla ha servido de guía y espejo durante cinco siglos. Ahora es tiempo oportuno de revitalizar este camino evangélico y monástico aunque tenga que pasar su propia purificación. Al igual que toda la vida consagrada, especialmente en Europa, la forma de vida concepcionista debe seguir alumbrando con luz propia en torno a la Madre Inmaculada según las inspiraciones de Santa Beatriz. Que ninguna dificultad ahogue el deseo de proseguir la senda que marca la Bula Ad Statum Prosperum y que todas las hermanas en torno a este texto encuentre el centro de comunión y el gozo de una misma vocación en la Iglesia.
Que Santa María, elegida para ser la Madre del Señor, y Beatriz, elegida para ser portadora de la preciosa vasija de barro de la Orden de la Concepción os acompañen siempre y os auxilien con su intercesión. Feliz día de la Inmaculada.
Fr. Joaquín Domínguez Serna, OFM
Asistente de la Federacion

domingo, 5 de dezembro de 2010

"Mulheres e homens que se retiram para viver em companhia de Deus, precisamente graças a essa decisão sua, adquirem um grande senso de compaixão diante dos sofrimentos e fraquezas dos outros. Amigas e amigos de Deus têm uma sabedoria que o mundo - do qual se afastam - não possui e, gentilmente, a compartilham com aqueles que batem à sua porta. Penso, portanto, com admiração e reconhecimento, nos mosteiros de clausura femininos e masculinos que, agora mais do que nunca, são oásis de paz e esperança, tesouro precioso para a Igreja inteira, em especial para lembrar a primazia de Deus e a importância da oração constante e intensa no caminho da fé."
Bento XVI, Audiência Geral de 1 de Dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

"A beleza de Maria Imaculada
revela-nos a todos a beleza e harmonia da nossa criação.
Recorda-nos a santidade das nossas raízes,
de onde viemos e para onde vamos, Deus.
Além do mais,
ela dá-nos a certeza de que a redenção de Cristo
que a ela perseverou do pecado original,
em nós converte-se em força santificante
que nos limpa dele
e persevera de cair noutros pecados."

Serva de Deus
madre Mercedes de Jesus oic

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

DOS DECRETOS DESDE ROMA
En estos días previos a la apertura de la web, la Orden de la Inmaculada Concepción ha recibido dos gratas noticias de Roma. Por una parte la Penitenciaria Apostólica ha decretado la Indulgencia Plenaria con las habituales condiciones debidamente observadas, para el Año Jubilar del V Centenario de la Regla.
En segundo lugar, la Comunidad de Hermanas Concepcionistas de Campo Maior y mas en concreto la Archidiócesis de Evora (Portugal), ha recibido un decreto de la Congregación del Culto Divino por el que se concede corregir en los libros y documentos litúrgicos que el lugar de nacimiento de Santa Beatriz, después de las investigaciones históricas que confirman a su vez la tradición oral, es Campo Maior.
Durante mucho tiempo se había mantenido que Santa Beatriz podía haber nacido en Ceuta, ciudad perteneciente al Reino de Portugal en el S. XV y en la que su abuelo, D. Pedro de Meneses fue primer capitán. Allí residió la familia un periodo de tiempo.
La tradición oral y escrita como es la noticia autobiográfica de Juana de S. Miguel, apuntaban hacia la villa del Alentejo portugués. Las investigaciones de D. José Felix Duque, discípulo del Padre Sousa OFM, publicadas en su libro “Doña Beatriz da Silva, vida y obra de una mujer fuerte”, siguiendo esa tradición, han iluminado ciertas lagunas que existían sobre la biografía de Santa Beatriz y han puesto de manifiesto mas datos e información acerca de la familia Silva Meneses.
Nos alegramos por estas buenas nuevas en el año celebrativo del V centenario y felicitamos a la Comunidad de Campo Maior que tanto ha insistido y luchado por esclarecer este tema. Un buen preámbulo para la preparación y solemnidad de Nuestra Madre Inmaculada. Demos gracias a Dios.
(Fonte: página Web da Federação de Santa Maria de Guadalupe da Ordem da Imaculada Conceição)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PRESÉPIO DO MOSTEIRO DE CAMPO MAIOR
pode visitá-lo de
1 de Dezembro a 6 de Janeiro
telefone para o Mosteiro a combinar a visita
telefone: 268686615

video

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010


Página Web
da Federação Santa Maria de Guadalupe
a que pertencem os 2 Mosteiros Concepcionistas portugueses (Campo Maior e Viseu)
e os 17 espanhóis da Andaluzia Ocidental, Extremadura e Canárias
já está on line.

http://beticaoic.org/

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Presépio do Mosteiro
de 1 de Dezembro de 2010 a 6 de Janeiro de 2011
na Igreja do Mosteiro


"O Verbo fez-se carne e habitou entre nós."

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

CONGRESSO INTERNACIONAL
Ordem da Imaculada Conceição
500 anos
Fátima, 14 a 16 de Outubro de 2011


Apresentação do Congresso
No dia 17 de Setembro de 1511, o Papa Júlio II, através da bula “Ad statum Prosperum”, aprovou a Regra da Ordem da Imaculada Conceição, fundada por Santa Beatriz da Silva, uma Santa que constitui um motivo de glória não apenas para a Igreja mas também para Portugal e para o mundo. Trata-se da única portuguesa fundadora de uma Ordem Religiosa que conta hoje com 148 mosteiros espalhados pela Europa, Ásia e América, 74 dos quais em Espanha e 2 em Portugal.
Vamos celebrar jubilosamente com um Congresso Internacional o Quinto Centenário de tão importante evento que congregará um grupo de estudiosos para nos darem a conhecer a personalidade de Santa Beatriz da Silva e o percurso histórico da Ordem Monástica por ela fundada. As várias aproximações históricas e testemunhais que se esperam dar-nos-ão um contributo sério para contextualizar os carismas e o sentido da vida contemplativa como expressão humana, cultural e religiosa. Neste evento cultural, aberto a investigadores das áreas da história, da sociologia e das múltiplas expressões religiosas, acolheremos com particular atenção jovens investigadores que por essas áreas do saber mostram particular interesse.
Página Web do Congresso:

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Já está activada a página Web
do Congresso Internacional
dos 500 anos da atribuição de Regra própria
à Ordem da Imaculada Conceição (OIC)

http://www.oic500anos.com/

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Apertura del Proceso Diocesano
para la Causa de Canonización
de la Sierva de Dios
madre Mercedes de Jesús Egido Izquierdo
oic
El pasado 8 de noviembre tuvo lugar a las 10,30 de la mañana en la Iglesia del Monasterio de la Inmaculada y Santa Beatriz de Monjas Concepcionistas de Alcázar de San Juan, la apertura del Proceso Diocesano para la Causa de Canonización de la Sierva de Dios Madre Mercedes de Jesús Egido Izquierdo, Monja Concepcionista, Abadesa de los Monasterios de Alcázar de San Juan y Campo de Criptana e impulsora de la vuelta a las fuentes de la Orden de la Inmaculada Concepción.
Dicho acto estuvo presidido por el Excmo. y Rvdmo. Sr. Obispo de Ciudad Real D. Antonio Algora Hernando.
Primeramente se comenzó con el canto del Veni Creator, invocando la ayuda del Espíritu Santo. El Sr. Obispo, antes de dar comienzo, hizo un pequeño preámbulo ambientando a los numerosos fieles que llenaban la Iglesia, sobre el sentido de este acto jurídico y canónico, pero lleno de religiosidad.
El Canciller – Secretario General del Obispado, el Ilmo. Sr. D. Miguel Esparza Fernández, hizo un resumen sobre todos los pasos dados hasta el día de hoy, en el que comienza oficialmente el Proceso.
Se constituyó el Tribunal que ha de instruir todo el Proceso; se nombró como Juez Delegado al Ilmo. Sr. D. Bernardo Torres Escudero, como Promotor de Justicia al Rvdo. Sr. D. Francisco Javier Sanzol Díez y como Notario Actuario al Rvdo. Sr. D. José Martín Sánchez de León.
Asimismo se nombró como Postulador al Rvdo. Padre Valentín Arteaga Sánchez – Guijaldo, Prepósito General de la Orden de Clérigos Regulares (Teatinos) y como Vicepostulador al Rvdo. Sr. D. Juan Carlos Fernández de Simón Soriano.
Acto seguido, el Sr. Obispo y los mencionados miembros prestaron el juramento prescrito, aceptando el cargo para el que fueron designados, mostrándose dispuestos a desempeñarlo con fidelidad.
Después el Canciller – Secretario D. Miguel Esparza dio lectura al acta en la que queda reflejada esta sesión de apertura del Proceso de Canonización de Madre Mercedes de Jesús.
Para finalizar el acto, el Sr. Obispo dirigió unas palabras a todos los asistentes, entre los que se encontraban un nutrido grupo de Sacerdotes, Religiosas e innumerables seglares que llenaron la Iglesia del Monasterio quedando esta pequeña:
“No me queda nada más que deciros que es una satisfacción para un Obispo el ver que su Iglesia, su Diócesis, la porción del pueblo de Dios que el Papa le ha encomendado, crece en santidad... Tenemos que rezar para que la Causa siga adelante, para que la Iglesia, además de demostrar la santidad de Madre Mercedes, vea conveniente la Canonización. El momento histórico concreto, cuándo la Iglesia le viene bien proclamar que Madre Mercedes es santa, eso es lo que nosotros tenemos que rezar, pedírselo al Señor con intensidad…
Sed fieles a la Iglesia, os lo pediría a todos los que estáis aquí. Extended la fama de santidad de Madre Mercedes, publicad los favores personales que uno pueda recibir.
Me alegro de que Ciudad Real tenga fama en la Congregación de los Santos de hacer las cosas con toda escrupulosidad y felicito a D. Miguel y al tribunal por su competencia, por ser verdaderos expertos y además muy diligentes.
Acabo con esto. Felicitarme, felicitar expresamente a vosotras las monjas que vais a seguir rezando. Lo vuestro es llevar la vida que Madre Mercedes llevó, que creemos todos que cumplió la voluntad de Dios, cumplió su misión en el mundo de hacer una renovación de la vida contemplativa, de mejorar la calidad y la calidez de las relaciones de las monjas, de buscar en el espíritu de Dios lo que el mundo necesita hoy para la vida contemplativa… Le damos gracias al Señor, le pedimos que la Madre Inmaculada nos ayude a hacerla ejemplar (a Madre Mercedes) para los hombres nuestros hermanos, saber presentarla… Que sepamos presentarla con la grandeza de alma que Dios la dotó. Amén.”
Se terminó el acto con el canto oficial de la Orden de la Inmaculada Concepción: “Tota pulchra”.
Nuestro agradecimiento a todos los que nos acompañaron en ese día tan grande para nuestra Comunidad y nuestra gratitud a todos los que no pudieron venir pero que nos recordaron con cariño en su oración.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dos Homens e dos Deuses
Chega aos cinemas portugueses, neste dia 11 de Novembro,
o filme reconhecido com o Grande Prémio
do Festival de Cannes

Em 1996, sete monges da Ordem Cisterciense da Estrita Observância são raptados e assassinados em Tibhirine, aldeia aninhada na região argelina do Magrebe. É o culminar da escalada de violência que opõe o Grupo Islâmico Armado (GIA), extremista, ao governo que acusa de corrupto.
O impacto deste horrível desaparecimento, cujos contornos exactos estão ainda por esclarecer, estende-se até aos nossos dias, levado agora ao cinema sob direcção do realizador francês Xavier Beauvois.

A obra, reconhecida com o Grande Prémio do Festival de Cannes e merecedora da forte e comovida chuva de aplausos que encheram o Palais des Festivals na noite do passado 23 de Maio, é uma extraordinária ode à fé, ao amor ao próximo e ao espírito de serviço que cumpre, em estilo e estrutura narrativa, o despojamento do seu sujeito.

Com efeito, é-nos dado comungar a forma abnegada como uma comunidade de homens lida com uma realidade adversa para a qual não contribui senão com a sua vocação de amor e dádiva. Uma vocação reafirmada ao arrepio das pressões externas para abandonarem a aldeia que servem à sua sorte.

Sem ceder a tentações sensacionalistas, Beauvois desvenda aos nossos olhos o dia-a-dia daquele pequeno mosteiro de Tibhirine, dos seus sete habitantes e da pacata população da aldeia local, induzindo progressivamente o adensar do contexto violento que involuntariamente envolve uns e outros.

Simples e acessível, a linguagem fílmica pretere o horror dos acontecimentos, trágicos, e da crescente violência, ao espírito com que aquela irmandade os enfrenta. Um espírito sustentado na sua extraordinária força e revitalizado na dúvida e fraqueza pela oração, pelo permanente desejo de união e comunhão, pelo tempo e oportunidade concedidos ao discernimento.

Mais que um nefasto episódio da história política ou religiosa, estamos perante uma obra que nos propõe um caminho, pela busca do verdadeiro sentido da vida: o que os sete monges sacrificados, na sua fé cristã, encontraram, e que Xavier Beauvois tão bem percorre, alumiando-o para crentes e não crentes.
Margarida Ataíde
(Fonte: Agência Ecclesia)


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Jesus Cristo, Bom Pastor
que dás a vida pelas Tuas ovelhas.
Tu és o Filho muito amado do Pai,
Tu és o nosso Mestre e Salvador.
Faz dos nossos seminários
Comunidades de discípulos,
Sementeiras de Amor, de serviço
e de entrega radical pelo Teu Reino;
sinais de esperança de um futuro de vida verdadeira,
em abundância para todos.
Fortalece e ilumina no discernimento vocacional
os nossos seminaristas;
confirma nos dons do Espírito Santo
os seus formadores;
enche de generosidade e espírito de serviço
os auxiliares que com eles trabalham.
Recompensa e abençoa os benfeitores,
que com a oração e partilha de bens,
zelam pela missão;
ampara o nosso Bispo e os nossos párocos,
para que sejam sempre fiéis ao dom do seu sacerdócio;
desperta a generosidade e a coragem dos nossos jovens
para Te seguirem
e concede às nossas famílias
o dom de Te proporem
como caminho, verdade e vida...
Nós Te pedimos
por intercessão de Nossa Senhora, Tua e nossa Mãe.
Ámen.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010


Abertura do Processo de Beatificação
No próximo dia 8 de Novembro (2ª feira), às 10.30h, na Igreja do Mosteiro da Imaculada e Santa Beatriz da Silva de Alcazar de San Juan (Espanha), terá lugar a Abertura do Processo Diocesano para a Causa de Beatificação da Serva de Deus madre Mercedes de Jesus Egido.
Presidirá à cerimónia o Sr. D. António Algora, bispo de Ciudad Real.

"Eu não poderei ser feliz no Céu,
se não fôr atraindo os Homens
ao conhecimento e amor do Pai".

Serva de Deus
madre Mercedes de Jesus Egido oic

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O seu ao seu dono...

Congregatio de Cultu Divino
et Disciplina Sacramentorum

Prot. N. 828/10/L

Cidade do Vaticano, 12 de Outubro de 2010

Excelência Reverendíssima
A carta de Vossa Reverência, datada de 10 de Dezembro de 2009, chegou a esta Congregação a 12 de Outubro do presente ano, pedindo a menção nos Livros e documentos litúrgicos, depois de investigações históricas confirmando a tradição oral, de que o local do nascimento de Santa Beatriz da Silva é Campo Maior, mereceu a nossa melhor atenção e solicitude.
Vimos, pois, por este meio comunicar-lhe que basta no Próprio da Ordem ou da Diocese, assim como na breve biografia da Liturgia das Horas providenciar a referida correcção, uma vez que no Martirologio Romano não se faz referência a essa informação, apenas que morreu em Toledo no ano de 1490.
Aproveito a ocasião para lhe apresentar as nossas maiores saudações, com toda a consideração e estima
De V. Excia Revma
Mons. Juan Miguel Ferrer Grenesche
(Sub-secretário)
Carta dirigida a Sua Excia. Revma.
o Sr. D. José Francisco Sanches Alves,
Arcebispo Metropolitano de Évora

domingo, 31 de outubro de 2010

7 sentenças sobre ...
o DOMINGO
1. “Este é o dia que o Senhor fez, exultemos e alegremo-nos nele.”
(Sl 118, 24)

2. “…a participação na Eucaristia seja verdadeiramente,
para cada baptizado,
o coração do domingo:
um compromisso irrenunciável,
abraçado não só para obedecer a um preceito
mas como necessidade para uma vida cristã
verdadeiramente consciente e coerente.
… .
Em muitas regiões, os cristãos são
- ou vão-se tornando - um «pequenino rebanho» (Lc 12,32).
Isto coloca-os perante o desafio de testemunharem com mais força,
muitas vezes em condições de solidão e hostilidade,
os aspectos específicos que os identificam.
Um deles é a obrigação de participar
todos os domingos na celebração eucarística”.

João Paulo II, Carta Apostólica «Novo Millenio Ineunte», 36

3. “Não podemos viver sem a celebração dominical
da Ceia do Senhor!”

Mártires de Abitinas (norte de África), séc. IV

4. “…a celebração do domingo cristão,
pelos significados que evoca e as dimensões que implica,
relativamente aos fundamentos mesmos da fé,
permanece um elemento qualificante da identidade cristã.”

João Paulo II, Carta Apostólica «Dies Domini», 30

5. "«No dia do Senhor, deixai tudo
e zelosamente correi à vossa assembleia,
porque é o vosso louvor a Deus.
Caso contrário, que desculpa terão junto de Deus
aqueles que não se reúnem, no dia do Senhor,
para ouvir a palavra de vida e nutrir-se do alimento divino
que permanece eternamente? »."

Didaskália dos Apóstolos

6. “…é precisamente na Missa dominical
que os cristãos revivem,
com particular intensidade,
a experiência feita pelos Apóstolos na tarde de Páscoa,
quando, estando eles reunidos,
o Ressuscitado lhes apareceu (cf.
Jo 20,19).”
João Paulo II, Carta Apostólica «Dies Domini», 33

7. “O cristão não pode viver sem o Domingo (sem a Eucaristia)
e o Domingo (a Eucaristia) sem o cristão.
Não sabes que o cristão existe para a Eucaristia,
e a Eucaristia para cristão?”

Mártires de Abitinas (norte de África), séc. IV

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Estátua de Santa Beatriz da Silva,
da autoria da escultora Maria Irene Vilar, colocada em 1989, no topo sul da colunata do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima - Cova da Iria, mesmo por cima da antiga Capela do Lausperene.

sábado, 23 de outubro de 2010

7 Sentenças sobre ...
a VOCAÇÃO À SANTIDADE
1. “… ser santo…
ser santo, diante de Deus e não dos homens;
… uma santidade que se desenvolva no silêncio,
e que somente Deus a conheça
e que nem eu mesmo dela me dê conta…”
São Rafael Arnaiz, monge Trapista
2. “Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.”
(Mt 5, 48)
3. “Os cristãos, de qualquer estado ou ordem,
são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade».
Todos são chamados à santidade:
«Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48):
«Para alcançar esta perfeição,
empreguem os fiéis as forças recebidas
segundo a medida em que Cristo as dá,
a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai,
se consagrem com toda a alma à glória do Senhor
e ao serviço do próximo.

Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus,
como patentemente se manifesta na história da Igreja,
com a vida de tantos santos»".
Catecismo da Igreja Católica, 2013
4. “Procurai a paz com todos e a santidade,
sem a qual ninguém verá o Senhor.”
(Heb 12, 14)
5. "Sede santos porque Eu Sou Santo".
Seja qual for o nosso estado de vida ou a roupa que envergamos,
cada um de nós tem que ser o santo de Deus.
Quem é pois mais santo?
Quem mais ama,
quem contempla mais a Deus
e satisfaz mais plenamente as exigências do Olhar Divino.
Como satisfazer as exigências do Olhar Divino?
Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença
para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem
como se reflecte o sol no límpido cristal”.
Beata Isabel da Santíssima Trindade, monja Carmelita Descalça
6. “É, …, claro a todos, que os cristãos de qualquer estado ou ordem,
são chamados à plenitude da vida cristã
e à perfeição da caridade.”
Lumen Gentium, 40
7. “Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados.”
(1Cor 12, 31)